terça-feira, 3 de agosto de 2010

A gente ainda não sabia

A gente ainda não sabia que a Terra era redonda.
E pensava-se que nalgum lugar, muito longe,
Deveria haver num velho poste uma tabuleta qualquer
— uma tabuleta meio torta
E onde se lia, em letras rústicas: FIM DO MUNDO.

Ah! Depois nos ensinaram que o mundo não tem fim
E não havia remédio senão irmos andando às tontas
Como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível, como era possível, meu Deus,
Viver naquela confusão?
Foi por isso que estabelecemos uma porção de fins de mundo...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"-Com um sorriso desses - disse Hans Hubermann - você não precisa de olhos."

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Copa do Mundo

(...) mas sempre me comovo com esse sentido de união nacional meio fajuto que se vê a cada quatro anos. Me comovo com as mocinhas nos pontos de ônibus com faixas na cabeça, com os velhinhos e velhinhas de bonés verde-amarelos que alguma loja de material de construção ou posto de gasolina deu de brinde, com motoristas de ônibus e táxi que colocam bandeirinhas na janela.
E com as crianças, que em Copas do Mundo têm seu primeiro, e a partir daí quadrienal, contato com essa coisa meio parecida com patriotismo. As crianças se divertem e se espantam ao ver um monte de gente torcendo para o mesmo time, elas que vivem num ambiente — real, virtual e televisivo — em que um quer comer o outro o tempo todo, e um jogo de futebol interrompe, por algumas horas, essa realidade competitiva que se aprende na escola e se apreende na vida. É isso o que faz o futebol numa Copa do Mundo: coloca todos do mesmo lado, mesmo que por alguns instantes, apenas.
Flávio Gomes
Penso como ele...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Jamais olhava para trás, jamais: o que estava feito, estava feito, estava consumado, estava para sempre imutável, inamoldável, fechado em si mesmo, estanque: o tempo.

sábado, 3 de abril de 2010

O amor de Bukowski

“O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse?

Mas a gente nunca conhece…”

quinta-feira, 1 de abril de 2010